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Homem que disse que mulheres são “malandras” e reclamou de “pé na bunda” é investigado por ameaçar ex de morte em Trindade (GO)

Meses antes da ocorrência, homem que se apresenta como “Mandela” havia reclamado das mulheres de Trindade e dito que fazia “tudo que elas gostam”

Por Redação Trindade Uai

Reprodução/ redes sociais

Durante a primeira edição da Expotrin, realizada entre os dias 20 e 22 de abril de 2026, em Trindade, uma entrevista descontraída chamou atenção pelas opiniões de um homem que se apresentou pelo apelido de “Mandela” sobre mulheres e relacionamentos.

Diante das câmeras, ele afirmou que costuma pagar almoço, jantar, lanche e motel e fazer “tudo que as mulheres gostam”, mas que, mesmo assim, depois acaba levando um “pé na bunda”.

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Meses depois, o mesmo homem aparece em um contexto completamente diferente: ele é investigado pela Polícia Civil após a ex-companheira relatar à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) que estaria sendo vítima de reiteradas ameaças de morte.

Na entrevista realizada pelo criador de conteúdo João Benedito, do Capitalks, durante a Expotrin, “Mandela” afirmou que as mulheres seriam “tudo malandra”. Ao explicar sua visão sobre os relacionamentos, disse que paga almoço, jantar, lanche e motel, além de fazer “tudo que as mulheres gostam”, mas que, depois de cerca de um mês, acaba levando um “pé na bunda”.

Ele também afirmou que nem homens que namoram há quatro anos fariam por suas companheiras o que ele faz por uma ficante.

Ao falar sobre romantismo, “Mandela” disse não acreditar quando mulheres afirmam gostar de “cara romântico”. Para ele, esse discurso seria “migué”. Na visão apresentada durante a entrevista, elas prefeririam os “caras malandros, CLT brabo”.

Questionado sobre qual seria a mulher ideal, respondeu que seriam aquelas que “dão carinho e tudo”, mas afirmou que em Trindade não teria. Segundo ele, quando acredita ter encontrado alguém assim, acaba levando um “pé na bunda”.

As declarações foram feitas em uma entrevista de caráter descontraído, voltada ao humor e ao entretenimento. João Benedito, do Capitalks, produz conteúdos com abordagens a pessoas em eventos de diferentes cidades de Goiás. Por isso, as falas daquele momento devem ser compreendidas dentro desse contexto e, isoladamente, não permitem determinar como o entrevistado efetivamente se comporta em seus relacionamentos.

Meses depois, relato diferente chega à polícia

Agora, porém, o homem aparece em uma ocorrência de natureza muito mais séria.

Segundo informações da Polícia Civil, a ex-companheira relatou à DEAM estar sendo vítima de reiteradas ameaças de morte. O relacionamento entre os dois teria durado aproximadamente 13 anos e resultado em dois filhos.

Conforme o relato apresentado à polícia, eles estão separados há cerca de um ano e seis meses, mas o investigado não estaria aceitando o fim da relação. As ameaças teriam se intensificado após a mulher tomar a iniciativa de formalizar o divórcio.

A vítima também relatou que o ex-companheiro faria ameaças relacionadas aos filhos do casal e utilizaria questões familiares como forma de pressioná-la.

O episódio mais recente teria ocorrido depois de o investigado tentar realizar ligações para a mulher e, posteriormente, encaminhar mensagens de áudio contendo ameaças.

Em um dos registros apresentados à Polícia Civil, ele teria afirmado:

“Você tá cavando e vai achar. Pode vir Maria da Penha, João da Penha, eu te mato.”

Os áudios e demais registros apresentados pela vítima foram anexados à ocorrência e serão utilizados pela Polícia Civil na apuração dos fatos.

A mulher relatou estar com medo e temer por sua integridade física e psicológica. Diante da situação, solicitou Medidas Protetivas de Urgência previstas na Lei Maria da Penha.

Dois registros, duas perspectivas

A entrevista concedida a João Benedito, do Capitalks, em abril, e a ocorrência registrada posteriormente tratam de situações distintas. Também não há elementos nas informações obtidas que permitam afirmar que as reclamações feitas por “Mandela” durante a Expotrin eram direcionadas especificamente à ex-companheira que procurou a polícia.

Ainda assim, os dois episódios apresentam perspectivas bastante diferentes sobre relacionamentos.

No vídeo da Expotrin, é o próprio homem quem apresenta sua visão sobre as mulheres e suas experiências amorosas. Ele afirma fazer “tudo que as mulheres gostam”, diz que acaba levando “pé na bunda”, chama as mulheres de “malandras” e questiona a afirmação de que elas procuram homens românticos.

Na ocorrência policial, a perspectiva parte de uma mulher com quem ele manteve um relacionamento de aproximadamente 13 anos. Ela relata às autoridades que estaria sendo ameaçada, afirma que o ex-companheiro não estaria aceitando a separação e solicita proteção do Estado.

A Polícia Civil informou que adotará as providências legais cabíveis para apurar os fatos e proteger a vítima. As acusações ainda estão sob investigação, e o registro da ocorrência não representa, por si só, uma condenação do investigado.

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