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Polícia

Operação desarticula esquema que enviou maconha para Trindade (GO) e outras 17 cidades de Goiás

Grupo utilizava empresas e uma associação supostamente voltada à cannabis medicinal para dar aparência de legalidade à comercialização de inflorescências de Cannabis

Por Redação Trindade Uai

Uma operação deflagrada pela Polícia Civil de Goiás nesta terça-feira (15) desarticulou uma associação criminosa suspeita de comercializar e distribuir maconha entre diferentes estados do país. Batizada de Operação Cannabis Faria Lima, a ação é conduzida pela Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (DENARC), com apoio das Polícias Civis da Bahia, São Paulo, Minas Gerais e Paraná.

Segundo as investigações, o grupo utilizava empresas e uma associação supostamente voltada à cannabis medicinal para dar aparência de legalidade à comercialização de inflorescências de Cannabis sativa com alto teor de THC, principal substância psicoativa da planta.

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A dimensão da atividade chamou a atenção dos investigadores após informações encaminhadas pelos Correios apontarem que a associação teria realizado 2.870 remessas postais em aproximadamente um ano, destinadas a diferentes regiões do país.

Somente para Goiás, foram identificadas 137 encomendas distribuídas entre 18 municípios, incluindo Goiânia, Aparecida de Goiânia, Catalão, Anápolis, Trindade e Senador Canedo.

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A apuração teve início depois que os Correios apreenderam uma encomenda destinada a Catalão, no Sudeste de Goiás. Dentro do pacote havia potes com inflorescências comercializadas com os nomes “OG Kush” e “Strawberry Kush”. Posteriormente, a perícia identificou o material como maconha.

O destinatário contou aos investigadores que havia comprado os produtos por meio de uma plataforma, após passar por uma consulta médica por videoconferência. Segundo ele, o pagamento foi feito diretamente à empresa.

A partir das diligências, a DENARC identificou indícios de uma divisão de tarefas dentro da estrutura investigada. Conforme a apuração, a plataforma seria responsável por captar clientes, encaminhá-los para consultas, disponibilizar um catálogo, negociar os produtos e receber os pagamentos.

Já uma associação seria utilizada principalmente para fazer o envio e a distribuição das encomendas.

Durante a investigação, outras remessas com maconha e derivados também foram apreendidas. Entre elas estava uma carga com aproximadamente 2,245 quilos de skunk, conhecida como “super maconha”. Outra encomenda destinada a Goiânia continha porções de skunk e outros derivados.

Em alguns dos pacotes, os investigadores encontraram documentos e referências a decisões judiciais que, segundo a apuração, seriam utilizados para conferir aparência de regularidade aos envios. A Polícia Civil segue investigando a atuação do grupo, a participação dos envolvidos e o alcance do esquema de distribuição entre os estados.

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